Um ato tão simples e corriqueiro se tornou uma das maiores armas contra a pandemia que assola o mundo. A prática de lavar as mãos ganhou notoriedade na luta contra a Covid-19 como uma atitude fundamental para a higienização e o combate à transmissão do vírus.

Mas a importância da lavagem das mãos vem antes do início da pandemia e está relacionada a várias outras doenças. Por isso, no dia 15 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Lavagem das Mãos. A data visa chamar a atenção para essa atitude cotidiana em sua contribuição para evitar a contaminação e a infecção de pessoas. Neste ano, o tema é “Higiene nas mãos para todos”.

A iniciativa público-privada, criada em 2008, não é nova. Conta a história que o Dr. Ignaz Semmelweis, em 1847, ao perceber que as crianças morriam menos ao nascer, quando vindas ao mundo pelas mãos limpas das parteiras, e não pelas mãos sujas e ensanguentadas dos médicos da época, ficou intrigado e saiu correndo pelas ruas gritando “lavem as mãos, lavem as mãos”.

De acordo com os organizadores do dia mundial, a prática pode reduzir doenças relacionadas à diarreia entre 30% e 40% e infecções respiratórias em até 20%. Ainda, auxilia no combate à transmissão de doenças, como cólera e hepatite E. De acordo com a Agência Brasil, ainda há 40% da população sem acesso à infraestrutura para lavar as mãos. Enquanto nos países ricos este índice chega perto da universalização, nos mais pobres ele fica em 28%.

“A doença vai embora junto com a sujeira. Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira”. O compositor Arnaldo Antunes fez uma grande contribuição à saúde pública quando compôs “Lavar as Mãos”. A música, que foi sucesso nos anos 80 no programa infantil Castelo Ra-Tim-Bum, faz um alerta importante para as crianças e adultos: a higienização das mãos deve acontecer diariamente e com frequência.

Para a prevenção de doenças como herpes, gripe e outras viroses, água e sabão nunca são demais. Lavar as mãos é ato reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Instituto Solidário e Direção do Complexo Estadual de Saúde da Penha como um dos principais instrumentos contra epidemias.