Quando o protocolo da morte encefálica é fechado, ou seja, quando termina a realização dos exames que confirmam o quadro irreversível de todas as funções cerebrais, é hora de conversar com a família do possível doador. Um momento doloroso e triste. Afinal, dar adeus a um ente querido não é fácil. Então, entra em ação a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Complexo Estadual de Saúde da Penha,orientado e coordenado pela Central Estadual de Transplante (PET).

O trabalho do PET, porém, vai muito além da captação de órgãos. Uma das missões da equipe que compõe o PET Educação e Pesquisa é capacitar a comunidade hospitalar para agir de forma humanizada e acolhedora junto aos parentes para obter um resultado positivo na captação e, principalmente, transmitir que o ato da doação é uma atitude que muda o quadro de uma família inteira que vive a angústia da espera e na expectativa pela mudança.  

Os colaboradores do Complexo Estadual de Saúde da Penha participaram, no dia 14/02/20, do treinamento “Acolhimento Familiar e Comunicação de Más Notícias”. No encontro foram discutidos os Conceitos de Comunicação, Técnica de Comunicação, Comunicação de Más Notícias, Acolhimento Familiar, Comunicação de Morte e Estratégias para a Entrevista adequada para a Doação de Órgãos e Tecidos.

Os treinamentos realizados pelo PET Educação e Pesquisa procuram desenvolver toda a questão da empatia, além de mostrar como as famílias estão vulneráveis e com medo de receber uma notícia ruim. Para isso, são realizadas simulações realísticas com situações que podem acontecer no dia a dia. Assim, é possível treinar e avaliar a postura do profissional em treinamento, o tom de voz e o local escolhido para realizar a entrevista familiar, sempre seguindo técnicas para que o momento seja o mais acolhedor possível.

Para o Instituto Solidário, doar órgãos é um gesto de amor ao próximo. Atualmente, o Hospital Estadual Getúlio Vargas está entre os três principais hospitais captadores de órgãos no Estado do Rio de Janeiro e foi o primeiro da rede a ter CIHDOTT exclusiva.

Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro
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Tel.: 155 (Estado do Rio de Janeiro) e (021) 2333-7550 (outros estados)
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